• Gestão Empresarial

O que é Venture Capital? Entenda como esse investimento funciona!

Venture capital — ou capital de risco — é um tipo de investimento feito em empresas novas que ainda não faturam tanto, mas que têm um potencial muito grande de crescer. O objetivo é injetar recursos na organização para ajudá-la a evoluir, assim como influenciar na gestão e contribuir para uma futura venda de participação acionária.

É importante entender que, apesar de ainda estar se desenvolvendo no Brasil, venture capital não é um sistema novo. Muitas empresas bilionárias de tecnologia foram financiadas por esse mecanismo. Por exemplo: Apple, Microsoft, Yahoo, Google, LinkedIn e várias outras gigantes do setor e startups tiveram esse tipo de investimento para financiar sua ascensão.

Para entender melhor esse mercado, acompanha neste artigo algumas definições, como: 

O que é Venture Capital?

Um venture capital, como dito anteriormente, recebe recursos com o intuito de escalar a operação. Geralmente, os investidores passam a ter uma participação acionária, mesmo que minoritária, atuam de forma mais próxima aos sócios e em cargos estratégicos. Por esse motivo, há uma grande expectativa em relação às metas de retorno sobre o investimento, exigência de proteções e preferências contratuais. 

Quando o negócio obtém o rápido crescimento e a alta rentabilidade, a empresa, consequentemente, passa a valer mais e os investidores podem então resgatar o seu lucro e sair do fundo. 

Diferença entre investidor-anjo, seed capital e venture capital

O significado de venture capital pode ser confundido com alguns outros termos como investidor-anjo e seed capital, já que ambos estão ligados ao capital inicial para as empresas que estão começando.

As principais diferenças entre eles são: 

  • o investidor-anjo é aquele que investe entre R$50 mil até R$500 mil;
  • seed capital ou seed venture capital são investimentos de maior risco, entre os valores de R$500 mil a R $2 milhões no Brasil.

 

Qual é a estrutura de um fundo de Venture Capital?

Um fundo de VC funciona com base em três pilares:

A Firma

É a organização que investe em empresas privadas (o tamanho e setor dessas organizações varia dependendo da firma e do fundo), de modo a potencializar seus resultados em médio e longo prazo.

Por exemplo: 

  • Sequoia Capital;
  • Andreessen Horowitz;
  • Monashees e Astella (essas duas últimas são brasileiras).

O Fundo

É o mecanismo pelo qual as firmas investem em empresas. Os recursos dos fundos são levantados junto de grandes organizações, investidores pessoa física com grande acesso a capital e outras entidades, e administrados pelas firmas, que usarão esses recursos para injetar capital na companhia.

A maioria dos fundos estabelece prioridades de investimento, sendo que um fundo de uma firma pode ter como foco o investimento em empresas de biotecnologia e e-commerce, enquanto um segundo fundo é dedicado ao mercado mobile.

O objetivo de um fundo é realizar uma série de investimentos durante poucos anos, e recuperar X vezes o investimento realizado num prazo que varia de 7 à 10 anos, dando retorno às pessoas que investiram no fundo e para a firma. Quanto maior o valor de X, mais bem sucedido o fundo e mais fácil será captar outro.

Os Sócios

São os administradores da firma, fazem seu gerenciamento no dia a dia, decidem em que empresas realizar investimento, compõem conselhos de administração, entre outras atividades.

Qual o objetivo de um Venture Capital?

O objetivo de um fundo de venture capital é ganhar dinheiro. Eles investem capital em uma empresa em troca de uma porcentagem societária, de 20% a 40%, dependendo do volume de investimento, estágio da empresa, experiência do time empreendedor e outras variáveis.

Após alguns anos, os investidores pretendem vender essas ações, através de uma Oferta Pública Inicial (IPO) ou à compra da empresa por uma corporação de maior porte, e recuperar X vezes seu investimento.

Principal desafio de uma venture capital

O principal desafio de uma venture capital é ganhar MUITO dinheiro. Esse é o X da questão. Afinal, essa é a única forma de compensar o risco que os investidores assumem quando injetam dinheiro em determinado fundo.

Um investidor que coloca R$ 10 milhões em um fundo poderia optar por colocar esse valor na poupança, e tomando como base um rendimento de 6% ao ano, ele teria acumulado no final de 10 anos algo em torno de R$ 17 milhões, praticamente sem risco. 

Sendo assim, investir em um fundo para ver seu capital dobrar em 10 anos é um péssimo negócio. Isso porque fundos de investimento devem ter um retorno de 3 a 5 vezes o valor do fundo para serem bem sucedidos.

Existe grande possibilidade das empresas que receberam os recursos falharem e não retornarem qualquer capital ao fundo (o que pode acontecer em muitos casos), e esse é o risco que os investidores correm. Para compensar as perdas com essas empresas, o fundo precisa investir em algumas pérolas, empresas que irão retornar o valor investido mais de 10 vezes.

Para entender plenamente o que é venture capital, é interessante observar o que Peter Thiel, fundador do PayPal e sócio do Founders Fund, publicou em um livro intitulado Zero to One. De acordo com ele: 

“O maior segredo do capital de risco é que o melhor investimento em um fundo de sucesso iguala ou supera todo o restante do fundo combinado. Isso implica duas regras muito estranhas para VCs. Primeiro, invista apenas em empresas que tenham potencial para devolver o valor de todo o fundo. Essa é uma regra assustadora, pois elimina a grande maioria dos investimentos possíveis. E isso leva à regra número dois: como a regra número um é tão restritiva, não pode haver outras regras.”

Para complementar esse raciocínio ele usa o seguinte exemplo: 

  • em 2010 a firma de Venture Capital Andreessen Horowitz investiu 250 mil dólares no Instagram;
  • dois anos depois ele foi comprado pelo Facebook por 1 bilhão de dólares, rendendo à firma 78 milhões de dólares (um retorno absolutamente espetacular de 312 vezes o capital investido).

 

Porém, o fundo do qual o Instagram fez parte era de 1,5 bilhão de dólares, e apenas para recuperar esse valor a firma teria que encontrar 19 Instagrams (tarefa NADA fácil). Dessa forma, os fundos mais bem sucedidos são aqueles que buscam empresas pérolas (que tem potencial para retornar o investimento realizado muitíssimas vezes) e investem pesado nelas.

Um exemplo mais atual, segundo a EXAME, é a da fintech Dock, uma plataforma de pagamentos e serviços financeiros. Após receber investimentos de US$ 110 milhões, a organização atingiu avaliação de mercado de US$ 1,5 bilhão e tornou-se o mais novo unicórnio brasileiro.

Geralmente, “empresas unicórnios” são as startups avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares americanos. Outros exemplos são os empreendimentos: Loggi, Nubank, 99, TFG e PagSeguro. 

startup

Sua empresa tem o perfil para receber Venture Capital?

Agora que sabemos o objetivo desse investimento e como sua dinâmica funciona, fica mais fácil entender se a sua empresa tem o perfil para recebê-lo. 

Digamos que você esteja buscando levantar R$ 3 milhões para aumentar seu time de vendas, e para isso esteja disposto a abrir mão de 25% da empresa. Em outras palavras, sua organização como um todo vale R$ 12 milhões.

Quando você apresentar essa proposta a um investidor, a pergunta que ele irá se fazer é: 

  • esse negócio tem o potencial e atua em um mercado suficientemente grande para daqui a 10 anos valer R$ 100 milhões? 

Se a resposta for sim, os 25% que ele comprou irão valer R$ 25 milhões depois de uma década (mais de oito vezes o valor investido), e o seu negócio tem o perfil para receber investimento de Venture Capital.

Agora se a conclusão é que depois de uma década, seja por características do modelo de negócio, tecnologia ou tamanho de mercado, à empresa pode na melhor das hipóteses valer R$ 20 milhões, os 25% irão representar R$ 4 milhões (nem duas vezes o valor injetado), e o negócio não tem o perfil para ser financiado por esse tipo de fundo de investimento. 

Isso não quer dizer que seja um negócio ruim para o empreendedor, apenas não traz o retorno que esse tipo de investidor precisa alcançar para que a conta feche no final da sua operação.

Sua empresa está pronta para receber esse investimento?

No mercado atual, fundos de Venture Capital querem aportar dinheiro em empresas com claros sinais de tração, que tenham ultrapassado os riscos de execução iniciais e que tenham mostrado que o time formado é o que irá transformar o negócio em um sucesso.

Então, a menos que você seja um empreendedor serial com uma lista de sucessos passados (por sucesso entenda a criação e venda de empresas, retornando capital para um investidor), esqueça a ideia de levantar dinheiro com VCs para tirar uma ideia do papel. O melhor a fazer é atingir o Product Market Fit com recursos próprios e ainda pequeno, e depois disso buscar financiamento para pisar no acelerador.

Outra forma de crescimento é o investimento em Inside Sales. Ouça o episódio do Casts For Closers com o convidado Edson Rigonatti para entender mais sobre essas operações de vendas, suas métricas e detalhes do ponto de vista de um investidor venture capital. 

 

 

Agora que você já tem uma melhor compreensão sobre o que é Venture Capital, analise os fatores apresentados em nosso texto e verifique se já é o momento de buscar este tipo de apoio financeiro para o seu negócio.

Se esse for seu caso, o seu negócio vai precisar crescer ainda mais rápido, o que significa que a sua área de Vendas também precisará ser mais produtiva. Nesse caso, podemos te ajudar.

A Meetime é especializada nessa operação comercial e disponibiliza um sistema desenvolvido para potencializar exponencialmente as vendas do seu negócio, e portanto, o lucro da sua empresa. Conheça a nossa plataforma Meetime Flow e conquiste mais clientes com Inside Sales! 

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Publicado em: 26 de jan de 2013. Última atualização em:  26 de jun de 2022.

Diego Cordovez

Diego Cordovez

Co-fundador da Meetime

Diego Cordovez é Engenheiro Mecânico, sócio e diretor da Meetime. É responsável pelo maior mapeamento sobre este assunto no Brasil, a pesquisa Inside Sales Benchmark Brasil, e há 4 anos apresentador do podcast Casts for Closers, eleito em 2019 o melhor podcast de Vendas do Brasil, pela Vendas B2B Awards.

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